Larvicida pode ter relação com Microcefalia

O Secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis, afirmou neste sábado (13) em Porto Alegre que suspendeu o uso do larvicida Pyriproxyfen no estado após ter notícias de que a substância poderia ter relação com casos de microcefalia.

O larvicida é utilizado na água para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, sendo aplicado em caixas d´água e em outros pontos de concentração de água parada, conforme medida adotada pelo Ministério da Saúde. No entanto, uma outra abordagem começou a ser divulgada recentemente.

Um grupo de médicos da organização Physicians in the Crop-Sprayed Towns, da Argentina, e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), por exemplo, questionam se o medicamento não teria relação com os casos de microcefalia.

O secretário afirmou que, mesmo sem comprovação de que a substância possa ter alguma relação com casos de microcefalia, determinou que não seja mais usada no estado. “Mesmo que ainda não haja confirmação, só a suspeita nos fez decidir pela suspensão do uso, não podemos correr esse risco”, disse Gabbardo.

Em nota, o governo do Rio Grande do Sul disse que “a suspensão já foi comunicada às 19 Coordenadorias Regionais de Saúde do Estado, que devem informar às Vigilâncias Municipais.”

O governo também esclareceu que o larvicida, enviado pelo Ministério da Saúde, era utilizado em pequena escala no estado, apenas em casos específicos, quando não é possível evitar o acúmulo de água nem remover os recipientes, como chafarizes e vasos de cimento em cemitérios.

Por enquanto nada ainda foi confirmado mas vale lembrar que todos esses produtos conhecidos como inseticida, herbicida, larvicida, fungicida, etc.. são específicos para matar algum ser específico. Esses químicos muitas vezes não apresentam efeitos negativos na nossa saúde no momento que são utilizados mas sim a longo prazo. Quem sente os efeitos mais rapidamente são os agricultores que o utilizam e toda a comunidade envolvida.

Temos que pensar globalmente. É isso que queremos na nossa mesa? Vegetais que no futuro irão nos fazer mal, por sinal por ano em média cada brasileiro consome 5,2 litros de agrotóxicos, e que prejudicam a vida dos agricultores.

Vale a pena refletir sobre esse assunto e não apenas dizer que orgânico é caro. Compare com os preços do supermercados e rebata para a sua saúde.

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